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O
elemento artístico não é utilizado como uma faculdade
em si, mas como veículo didático para todas as matérias.
Integrar Ciência – Arte
O
Mundo é verdadeiro –
Aos catorze anos de idade, os jovens entram no Ensino Médio em
que vivenciarão as matérias obrigatórias do currículo
oficial, além de um maior e mais profundo programa de estudos,
que lhes proporcionará uma rica variedade de experiências.
Tais estudos incluem História da Arte, Pintura, Zoologia, Ecologia,
Antropologia, Meteorologia, Escultura, Tecnologia e Informática,
Drama/Teatro, Coral, Orquestra, Trabalho em Metal, Litografia e Encadernação.
Capacidade
de julgamento – Na adolescência, o jovem conquista
a capacidade de julgar, através do uso pleno do seu pensar. Assim,
surge também o idealismo e a posição crítica
perante o mundo. O jovem quer atuar, questionar, entender o mundo que
o rodeia e o mundo interior que ele começa a experimentar. Agora,
o ensino precisa estimulá-lo a refletir sobre a realidade externa
e sobre si mesmo.
Educar
o pensar livre é o desafio do Ensino Médio. Livre dos
mecanismos e metodologias que massificam posturas e comportamentos.
Livre dos preconceitos e das formas pré-concebidas. Aqui, se
busca o desabrochar da individualidade. Neste sentido, os alunos realizam
viagens de aprofundamento, que são fontes de vivências
profundas, e concluem o 12º ano apresentando a toda a comunidade
escolar um “Trabalho Anual”.
Artes
– Do 1º ao 8º ano, a pintura faz parte da aula
principal de uma escola Waldorf, sendo uma das atribuições
do professor de classe. A pintura que narra ou desenha, realizada com
os ‘tijolinhos’ ou lápis de cera e, mais tarde com
lápis de cor, está presente em todas as matérias,
de matemática a línguas estrangeiras. Além dela,
os alunos fazem aquarela uma vez por semana. Numa primeira etapa, o
currículo de artes procura introduzir as crianças no mundo
das Cores e de que forma pode ser expressa. É importante que
este contato seja o mais ‘puro’possível, livre de
interferências de um desenho figurativo para se preservar a espontaneidade
da criança na vivência das cores.
A partir do 6º ano, os alunos enfrentam o desafio de descobrir
a ‘ilusão’ provocada pela tridimensionalidade. O
curso de desenho tridimensional é dado pelo próprio professor
de classe e o objetivo é unir a vivência das cores com
a criatividade da composição. A partir do 8º ano,
os alunos ampliam seus conhecimentos construindo Perspectivas com régua.
O foco do currículo de artes no 9º ano é a aplicação
da Perspectiva em Luz/Sombra em desenhos mais complexos, feitos à
mão livre. O ensino de Luz/Sombra prossegue no 10º e 12º
anos. No 11º ano, durante a vivência de Parsifal, além
das intensas considerações filosóficas que envolvem
os estudos dessa lenda medieval, os jovens pintam cenas da história
expressando as vivências pessoais do conteúdo. O objetivo
do ensino de artes não é formar futuros artistas e sim
possibilitar o desenvolvimento do Pensar pela prática contínua
da concretização, em forma de desenho, pintura etc, de
algo imaginado. Pensar significa estabelecer como usar os materiais
e fazer combinações para ocupar um determinado espaço.
Tecnologia/Informática
– No contexto do ensino Waldorf, é relevante o
fato de que as matérias científicas e humanas têm
o mesmo peso. Por isso, o conhecimento e a compreensão de tecnologia
são essenciais para o homem moderno. E a informática,
naturalmente, está inserida nesse processo. Para uma pedagogia
orientada pelo próprio ser humano, como a Waldorf, o ensino da
informática deverá transmitir o entendimento dos elementos
básicos do computador e tornar transparente os princípios
de seu funcionamento. A informática permite bons resultados quando
aplicada em determinadas matérias como matemática e física.
No primeiro caso, os sistemas de números, o binário em
particular, são largamente indicados como para o 9º ano.
A Álgebra de Boole também tem se revelado bastante útil,
nas aulas de classes mais adiantadas.
Viagens
de aprofundamento – No 9º ano, a consciência
ecológica é desenvolvida através da atividade prática
intensiva em uma Fazenda Biodinâmica, durante uma semana.
No
10º ano, a Matemática e a Geometria encontram aplicação
prática durante 10 dias no campo. Em viagens específicas,
os alunos aprendem Agrimensura.
No
11º ano, faz-se uma análise filosófica e cultural
da obra literária Parsifal, durante uma semana em viagem de estudo.
Faz parte do 11º ano o estudo, ensaio e apresentação
de uma peça teatral.
Finalmente,
no 12º ano, a Monografia de fim de curso é um dos pontos
altos da vida escolar. Cada jovem apresenta à comunidade escolar
um trabalho, fruto da pesquisa de um tema do seu interesse.
Avaliação
– A partir do 9º ano, o aluno é avaliado
através de provas e trabalhos individuais. Durante o ano, ele
receberá um Boletim Quadrimestral e, ao final, um Boletim Descritivo,
contendo um panorama completo do seu aproveitamento.
No
final do 12º ano, todos os alunos recebem o Certificado de Conclusão
de Curso e o Boletim, com a avaliação geral das matérias
lecionadas.
A Escola – Microcosmo Social
As
atividades sociais fazem da Escola Waldorf Rudolf Steiner um espaço
de encontro em torno de um foco de interesse: a educação
dos alunos. Isso pode ser observado pela seqüência de um
típico dia letivo que, além do curso curricular, toma
outra vida com as palestras à comunidade escolar, as atividades
pedagógicas e artísticas e os encontros, que permitem
a integração de pais, convidados e professores.
As
festas escolares, o Bazar Natalino e outras atividades, como as viagens
de classe, fazem da Escola um importante centro de convivência.
A
existência de Escolas Waldorf no mundo inteiro facilita aos nossos
alunos entrar em contato com outras nacionalidades e freqüentar
escolas no exterior, aumentando seus conhecimentos de línguas
estrangeiras e ampliando seus horizontes.
O
inverso também acontece: muitas vezes temos, temporariamente,
entre nós alunos e educadores de outros países.
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